Carreiras em alta na Petrobras Imprimir
Sex, 19 de Outubro de 2012 08:44

Recrutamento de engenheiro naval e de SMS é destaque na expansão do efetivo da petroleira

Em franca expansão desde 2002, o quadro de empregados da Petrobras cresce para dar sustentação à evolução do Plano de Negócios da companhia e à demanda associada aos projetos em geral. Nos últimos anos o efetivo geral da empresa cresceu 9%. Duas categorias de profissionais, no entanto, chamam a atenção: os quadros de SMS e engenharia naval, que registraram crescimento da ordem de 40% entre 2009 e 2012.

A área de E&P é a que mais demandará recursos e profissionais nos próximos anos. Estão previstos investimentos da ordem de US$ 236,5 bilhões em 980 projetos, sendo 833 em implantação e 147 em avaliação.

O aquecimento na demanda por Engenheiro Naval tem razões conjunturais. A política de conteúdo local do governo e a carteira robusta de navios e plataformas da Petrobras estão exigindo da companhia um arsenal de projetistas e inspetores para cobrir dezenas de encomendas. Apenas nos últimos quatro anos esse contingente cresceu 39%, de 194 para 271 profissionais.

A procura contrasta com a oferta. O sucateamento de décadas da indústria naval no Brasil esvaziou o interesse na carreira, que só agora começa a atrair candidatos, mas em número muito menor que o necessário. Segundo a gerente de Planejamento de Recursos Humanos da Petrobras, Mariângela Mundim, é uma profissão em escassez. "Hoje existem apenas duas universidades que formam engenheiros navais", lamentou.

Para a área de SMS a preocupação não existe. Embora a multiplicidade de projetos e os requisitos crescentes de segurança e de meio ambiente mobilizem um exército de engenheiros e técnicos, as vagas podem ser preenchidas por profissionais de diversas formações. "A Petrobras chegou a criar cargos novos para incorporar especialistas de áreas como biologia, geologia, geociências", explicou Mariângela.

O crescimento mais relevante em SMS no período foi no número de Engenheiros de Segurança (46%), de 381 para 558; e de Técnicos de Segurança (36%), de 1.440 para 1.961.

Cabe ao Técnico de Segurança executar estudos, avaliações e inspeções das condições de trabalho nos aspectos de segurança e participar deles, enquanto ao Engenheiro de Segurança cabe a execução dos estudos de análises de risco e de investigações de acidentes no âmbito do projeto.

Quadro dobrou

Até julho deste ano, a Petrobras holding tinha 60.599 empregados, que representam quase o dobro dos 34.250 registrados em 2002, quando a companhia retomou o processo seletivo. O crescimento é concentrado no atendimento do E&P em função da exploração do pré-sal e outras fronteiras exploratórias, mas também embute a retomada das obras do Abastecimento, que desde 1980, com a Revap, não construía uma refinaria nova.

O cargo de nível superior com mais profissionais é o de engenheiro de equipamento, que admite diversas especializações, como civil, elétrica, mecânica, eletrônica. Esse profissional trabalha em todas as áreas de negócio da companhia, fazendo a manutenção das instalações. "É um curinga da empresa", definiu Mariângela, apontando o técnico de operação como o equivalente entre os cargos de nível médio.

A estratégia de recrutamento tem como objetivo a contratação de pessoal em antecipação à partida do projeto, a fim de que os empregados possam ser treinados para ocupar as posições que serão abertas. As projeções são revisadas anualmente junto com o Plano de Negócios da companhia. Na última projeção, baseada no plano 2011-2015, o efetivo da companhia deverá crescer para 76 mil funcionários.

Apesar do número expressivo, o efetivo atual da Petrobras ainda está abaixo do registrado na década de 80, quando a empresa chegou a ter 65 mil funcionários. Fatores como a desaceleração da indústria do petróleo nos anos 90 e a automação de processos levaram o contingente para o nível mais baixo no início dos anos 2000.

Treinamento

O avanço da Petrobras no offshore também está promovendo mudanças na estratégia de treinamento da companhia. A introdução da disciplina Engenharia Submarina na Universidade Petrobras ilustra bem esse processo. "O mercado não oferecia esse profissional pronto e havia capacidade interna para formá-lo", observou Mariângela Mundim.

Os cursos internos da empresa são desenhados basicamente em função da capacidade de formação específica do mercado. Enquanto o curso para engenheiro de petróleo, por exemplo, dura treze meses, o curso para comandante de sistemas dura dois meses.

Entre os cursos de reciclagem o destaque é para o de Gerenciamento de Projeto, com foco em orçamento, prazos, custos e cronograma, que é aplicado de forma generalizada para engenheiros como administradores. "É filosofia da Petrobras que todo profissional da empresa entenda a rotina de trabalho como um projeto", disse a gerente de Planejamento de Recursos Humanos da Petrobras.

Salários

Na política salarial, a novidade é o realinhamento da remuneração do empregado Junior em relação a outros processos seletivos, como o do BNDES. Além de aumentar o piso, a companhia reduziu o tempo para a primeira progressão de um ano para seis meses.

Fonte: Brasil Energia

 
 

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