Procurando contratos

Fonte: Brasil Energia Petróleo

O mercado ainda não se recuperou da queda vertiginosa de encomendas depois de 2014. Naquele ano, foram assinados quatro contratos de afretamento de FPSOs, tendo a BW arrematado metade das encomendas – Teekay e Modec assinaram os outros dois. Em 2015, as cinco maiores donas de frotas passaram em branco, só retomando novas encomendas em 2016, quando a SBM assinou o contrato para o FPSO de Liza, de 120 mil barris/dia.

Em 2017, o mercado voltou a dar os primeiros sinais de recuperação e a Modec assinou dois contratos – ambos com a Petrobras. O primeiro, para afretamento do FPSO Piloto de Mero, unidade de 180 mil barris/dia e o segundo, para o de Sépia, do mesmo porte. A japonesa não tinha naquele ano a concorrência da SBM, impedida então de assinar contratos com a Petrobras. Sua subsidiária Sofec fechou também um contrato para o Turret do projeto de Coral South, da ENI, em Moçambique.

Antes desses, a japonesa havia recebido, em 2015, uma encomenda para um FSO para a Maersk, no Mar do Norte e outra para o FPSO de Tartaruga Verde / Tartaruga Mestiça da Petrobras, em 2014. A unidade brasileira entrou em operação em junho deste ano.

Em 2018, a Modec assinou até o momento apenas um contrato para fazer o projeto de engenharia básica (FEED) de um FPSO para o projeto Barossa, na Austrália.

Este ano, até o momento, tem sido da SBM. A holandesa assinou contrato para o segundo FPSO de Liza, no bloco Stabroek, na Guiana, para uma unidade de 220 mil barris/dia. Vale lembrar que a Exmar foi a melhor colocada na licitação da Petrobras para o FPSO de Búzios V e está negociando com a petroleira os valores. No ano passado, sem novas unidades, a SBM recebeu apenas encomenda do turret do sistema de ancoragem do projeto de Johan Castberg. Em 2015, a empresa foi contratada para o turret do FLNG Browse, que será instalado na Austrália.

A Teekay vive situação mais complicada. Integrante do consórcio TKK/Ocyan que construiu o FPSO Pioneiro de Libra, a empresa não recebe uma nova encomenda desde 2014, quando fechou contrato com a QGEP para o afretamento do FPSO Petrojarl 1, que entrou em operação em maio deste ano. Da mesma forma, a Bumi Armada, assinou dois contratos naquele ano e não mais desde então.

Em março de 2017, existiam 166 FPSOs em operação no mundo e outros 51 estavam disponíveis, sendo que a metade seria sucateada, segundo a consultoria especializada Energy Maritime Associates. Até 2021, são esperadas de 80 a 160 novas encomendas de unidades flutuantes, das quais 40% serão FPSOs. O Brasil será o principal mercado, devendo contratar US$ 25 bilhões em novas unidades nesse período.

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