Farm-ins/Farm-outs em águas profundas em alta

As operações de compra e venda de participação acionária em concessões de óleo e gás em troca de um serviço específico (farm-in/farm-out) no segmento de águas profundas estão crescendo acima da média da indústria neste ano. Os 13 acordos firmados em 2018 tiveram um nível de promoção – proporção acima de sua participação acionária que as empresas estão dispostas a pagar para acessar uma oportunidade de perfuração – acima de 2,2, superior à média do setor. A conclusão é de um relatório publicado pela consultoria Westwood Global Energy Group.

Desde o início de 2012, a empresa que comprou o maior número de participações nessa modalidade foi a Total, com 25 farm-ins registrados. Já a empresa mais ativa em farm-outs foi a Tullow, com 16 operações. As empresas que descobriram o maior volume de petróleo e gás a partir de poços perfurados desde o início de 2012 em farm-outs foram a BP, Hess e CNOOC. Essas empresas também registraram os custos de descobertas mais baixos – abaixo de US$ 1/boe.

Em comparação com o desempenho geral da indústria na área de exploração, no entanto, as taxas médias de sucesso comercial e custos de descoberta em farm-ins não têm sido os melhores, embora o desempenho tenha crescido nos últimos anos, devido às descobertas no offshore da Guiana e no Senegal.

 

O crescimento do preço do barril, os termos de negócio com valores mais baixos, boas taxas de sucesso e as recentes descobertas recentes resultantes de operações de farm-in são fatores positivos que podem levar a uma recuperação nos níveis de atividade dentro do mercado de farm-out. A dúvida, de acordo com o relatório, é o quão forte será essa recuperação e até que ponto o custo dos farm-ins podem voltar a aumentar.

Com uma duração média de aproximadamente 330 dias entre uma oportunidade de negócio e sua conclusão, e mais 250 dias para um poço começar a ser perfurado, a qualidade do conjunto de oportunidades de farm-in existentes não será tão clara pelos próximos dois anos, conclui o relatório.

A exploração resultante de operações de farm-in/farm-out caiu cerca de 66% entre 2012 e 2017, seguindo a redução das atividades exploratórias experimentadas no período.

No Brasil, essa modalidade de farm-in/farm-out é relativamente nova. A Karoon negocia participação nos campos de Goiá, Goiá Sul, Neon e Neon Sul, declarados comerciais a partir das descobertas de Kangaroo e Echidna, com uma ou mais companhias em troca da prestação de serviços nas áreas.

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