Libra injeta novo fôlego na indústria de árvores de natal molhadas

A área de Libra, no pré-sal, está injetando novo fôlego na indústria de árvores de natal molhadas (ANMs) no país, depois de praticamente cinco anos sem novas compras do equipamento submarino.

Em 2017, a Petrobras, que lidera o consórcio responsável pelo ativo, lançou uma licitação para adquirir 12 ANMs para Mero 1. O bid foi vencido pela Aker Solutions, que aguarda a formalização do contrato com a estatal.

Na última segunda-feira (14/5), uma nova concorrência foi aberta, desta vez para atender ao segundo campo de Libra (Mero 2), colocando em jogo um pacote com 11 árvores.

As licitações são as primeiras desde que a Petrobras fechou, em 2013, grandes frame-agreements de ANMs com a Aker Solutions (60 unidades), FMC Technologies (130) e Cameron (47).

Para o Teste de Longa Duração de Libra (TLD), iniciado em novembro do ano passado, o consórcio acabou optando por utilizar ANMs do acordo com a FMC.

Desde então, o setor passou por importantes transformações. A FMC Technologies foi adquirida pela Technip, em uma operação que deu origem à TechnipFMC, enquanto a Cameron foi comprada pela Schlumberger.

A Aker Solutions passou a ser comandada mundialmente pelo brasileiro Luís Araújo em 2014, mesmo ano em que o grupo norueguês se dividiu em duas empresas: uma sob o mesmo nome concentrando o negócio subsea, e a Akastor, que ficou com drilling e outros serviços.

Dois anos depois, a norueguesa inaugurou uma fábrica de equipamentos submarinos em São José dos Pinhais (PR), onde segue fabricando árvores de seu frame-agreement com a Petrobras.

Outra novidade foi a aquisição da Baker Hughes pela GE O&G, formando a BHGE em 2017. A empresa já tem experiência no fornecimento de linhas flexíveis, cabeças de poço e manifolds para a Petrobras, mas ainda não fechou contratos de ANM com a petroleira.

Dentre os contratos iniciados nos últimos cinco anos – ainda com árvores dos frame-agreements –, boa parte teve como destino os campos de Lula e Sapinhoá, na Bacia de Santos.

Na lista também figuram equipamentos encomendados para projetos como o de Albacora, Baúna, Cachalote, Golfinho, Marlim, Roncador, Tartaruga Verde e Mestiça, Uruguá, entre outros.

Fonte: Brasil Energia Petroleo

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